Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Uma grave crise institucional se aprofunda em Barreiras (BA) após decisão judicial, confirmada em segunda instância pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), restringir a atuação do vereador João Felipe em fiscalizações presenciais em órgãos municipais, sob pena de multa de R$ 50 mil por cada ato considerado irregular. A medida, vista pela maioria da Câmara Municipal como um ataque à autonomia do Legislativo e à própria democracia, gerou pronunciamentos de repúdio e manifestações de solidariedade ao parlamentar durante sessão nesta quarta-feira (24), além de acusações contra o Executivo de tentar se blindar da fiscalização. Nos bastidores, a decisão é considerada um precedente perigoso que pode comprometer a atuação de todos os vereadores.

A vereadora Carmélia da Mata abriu o debate, classificando a decisão como cerceamento da voz democrática e ataque direto à Câmara. Ela comparou a tentativa de silenciar um vereador à imposição de uma mordaça à democracia e destacou que, ao contrário do Senado Federal, que rejeitou a PEC da Blindagem, o Executivo municipal busca limitar a fiscalização. Ressaltou ainda que a função fiscalizatória é um dever constitucional e reflexo da vontade popular, não um ato de concessão do prefeito.

Esse contraste com o Senado foi lembrado em diferentes discursos no plenário. Enquanto o Legislativo federal decidiu recentemente, sepultar a proposta que blindaria parlamentares contra investigações e reforçou o papel do controle democrático, em Barreiras vereadores avaliam que o Executivo caminha na direção contrária, tentando reduzir a fiscalização que deveria ser exercida sobre a administração municipal. Para os parlamentares, essa contradição revela uma tentativa de enfraquecer a transparência no município.

Em solidariedade a João Felipe, o vereador Allan do Allambick também criticou a medida, afirmando que a decisão não atinge apenas um parlamentar, mas os 19 membros da Casa Legislativa. Para ele, o episódio fortaleceu a união da Câmara em defesa de suas prerrogativas, o que considera uma vitória para o Legislativo e para a população.

A vereadora Delmah Pedra, em pronunciamento lúcido, manifestou preocupação com os impactos institucionais da decisão.

“O colega já se referiu ao assunto de que nesta quarta-feira fomos informados de que o Tribunal de Justiça da Bahia manteve em segunda instância a decisão da Vara da Fazenda Pública de Barreiras que restringe a atuação do vereador João Felipe na fiscalização de repartições públicas municipais. Quero aqui afirmar meu respeito às instituições e ao Judiciário. Não se trata de ataques pessoais ou políticos, pelo contrário, mas precisamos olhar com responsabilidade para os impactos que uma medida como essa pode ter sobre o Legislativo. A fiscalização, como todos sabem, é prerrogativa constitucional e essencial à atuação dos vereadores. Quando uma decisão judicial estabelece limites, mesmo em um caso específico, é preciso refletir sobre seus efeitos mais amplos.”

O vereador João Felipe, alvo da decisão, expressou tristeza, mas manteve firmeza no discurso. Reiterou respeito às instituições, mas classificou a ação como perseguição política do Executivo.

“Tenho esperança de que a Justiça reveja essa decisão, porque acredito em um Judiciário sério, que certamente reavaliará essa liminar”, declarou, reforçando que a medida não atinge apenas seu mandato, mas todo o Legislativo, cuja obrigação é fiscalizar e expor irregularidades. “Fiscalizar não é convite, é obrigação”, afirmou, questionando o que prefeito e vice-prefeito teriam a esconder para temer tanto a fiscalização. Garantiu ainda que não se calará e que continuará atuando em áreas como contratos de aluguel e denúncias de nepotismo.

Sessão Câmara dde Barreiras 24092025

Decisão judicial restringe atuação do vereador em fiscalizações, gerando forte reação na Câmara de Barreiras. Parlamentares veem estratégia do Executivo para se blindar contra o controle legislativo, em contraste com o Senado Federal, que recentemente rejeitou a PEC da Blindagem. Presidente da Câmara, Yure Ramon, reforça a importância da fiscalização e a necessidade de parâmetros internos para proteger as prerrogativas do Legislativo

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Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Uma grave crise institucional se aprofunda em Barreiras (BA) após decisão judicial, confirmada em segunda instância pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), restringir a atuação do vereador João Felipe em fiscalizações presenciais em órgãos municipais, sob pena de multa de R$ 50 mil por cada ato considerado irregular. A medida, vista pela maioria da Câmara Municipal como um ataque à autonomia do Legislativo e à própria democracia, gerou pronunciamentos de repúdio e manifestações de solidariedade ao parlamentar durante sessão nesta quarta-feira (24), além de acusações contra o Executivo de tentar se blindar da fiscalização. Nos bastidores, a decisão é considerada um precedente perigoso que pode comprometer a atuação de todos os vereadores.

A vereadora Carmélia da Mata abriu o debate, classificando a decisão como cerceamento da voz democrática e ataque direto à Câmara. Ela comparou a tentativa de silenciar um vereador à imposição de uma mordaça à democracia e destacou que, ao contrário do Senado Federal, que rejeitou a PEC da Blindagem, o Executivo municipal busca limitar a fiscalização. Ressaltou ainda que a função fiscalizatória é um dever constitucional e reflexo da vontade popular, não um ato de concessão do prefeito.

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Esse contraste com o Senado foi lembrado em diferentes discursos no plenário. Enquanto o Legislativo federal decidiu recentemente, sepultar a proposta que blindaria parlamentares contra investigações e reforçou o papel do controle democrático, em Barreiras vereadores avaliam que o Executivo caminha na direção contrária, tentando reduzir a fiscalização que deveria ser exercida sobre a administração municipal. Para os parlamentares, essa contradição revela uma tentativa de enfraquecer a transparência no município.

Em solidariedade a João Felipe, o vereador Allan do Allambick também criticou a medida, afirmando que a decisão não atinge apenas um parlamentar, mas os 19 membros da Casa Legislativa. Para ele, o episódio fortaleceu a união da Câmara em defesa de suas prerrogativas, o que considera uma vitória para o Legislativo e para a população.

A vereadora Delmah Pedra, em pronunciamento lúcido, manifestou preocupação com os impactos institucionais da decisão.

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“O colega já se referiu ao assunto de que nesta quarta-feira fomos informados de que o Tribunal de Justiça da Bahia manteve em segunda instância a decisão da Vara da Fazenda Pública de Barreiras que restringe a atuação do vereador João Felipe na fiscalização de repartições públicas municipais. Quero aqui afirmar meu respeito às instituições e ao Judiciário. Não se trata de ataques pessoais ou políticos, pelo contrário, mas precisamos olhar com responsabilidade para os impactos que uma medida como essa pode ter sobre o Legislativo. A fiscalização, como todos sabem, é prerrogativa constitucional e essencial à atuação dos vereadores. Quando uma decisão judicial estabelece limites, mesmo em um caso específico, é preciso refletir sobre seus efeitos mais amplos.”

O vereador João Felipe, alvo da decisão, expressou tristeza, mas manteve firmeza no discurso. Reiterou respeito às instituições, mas classificou a ação como perseguição política do Executivo.

“Tenho esperança de que a Justiça reveja essa decisão, porque acredito em um Judiciário sério, que certamente reavaliará essa liminar”, declarou, reforçando que a medida não atinge apenas seu mandato, mas todo o Legislativo, cuja obrigação é fiscalizar e expor irregularidades. “Fiscalizar não é convite, é obrigação”, afirmou, questionando o que prefeito e vice-prefeito teriam a esconder para temer tanto a fiscalização. Garantiu ainda que não se calará e que continuará atuando em áreas como contratos de aluguel e denúncias de nepotismo.

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A vereadora Dra. Graça Melo também manifestou apoio a João Felipe, ressaltando sua dedicação à população e sua luta na área da saúde. Como médica, disse não ter visto nada em suas fiscalizações que pudesse ser considerado invasivo ou prejudicial aos pacientes. Reforçou a confiança de que a decisão judicial, por ser liminar, será revista:

“Confio na Justiça e acredito que tudo será restabelecido com equilíbrio e responsabilidade”, afirmou.

Posicionamento do Presidente da Câmara, Yure Ramon

O presidente da Câmara, Yure Ramon, reforçou o papel essencial dos vereadores e da Casa Legislativa na fiscalização. Para ele, a tentativa de silenciar um parlamentar representa um ataque à democracia e à voz da sociedade barreirense.

“Nós não somos oposição a Barreiras, nós somos oposição a determinadas práticas e ações do governo Otoniel”, declarou, buscando desvincular a atuação fiscalizatória de uma postura meramente oposicionista.

O presidente reiterou que o papel dos vereadores é fiscalizar, propor e lutar pelo desenvolvimento da cidade, e que o Executivo, ao tentar restringir esse trabalho, não age em favor da sociedade. Em tom simbólico, destacou a unidade da Câmara em defesa do mandato de todos os parlamentares, afirmando que a palavra “medo” não integra o vocabulário político da Casa.

Apesar das manifestações públicas de apoio a João Felipe, nos bastidores, uma minoria de parlamentares pondera que a decisão judicial – a princípio – não impede a fiscalização em si, mas o exercício isolado.

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