A Bahia reduziu o valor de sua dívida consolidada em 2025, além de ter preservado o equilíbrio fiscal e mantido o ritmo forte de investimentos ao somar R$ 7,37 bilhões em valores liquidados, patamar semelhante ao registrado nos dois primeiros anos da gestão do governador Jerônimo Rodrigues.
Os números foram apresentados nesta terça-feira (17), na Assembleia Legislativa do Estado (Alba), pelo secretário da Fazenda, Manoel Vitório, durante audiência pública sobre as contas estaduais.
Dívida pública fecha o ano em R$ 34,7 bilhões
O Estado encerrou o ano passado com um total de R$ 34,7 bilhões em compromissos com credores internos e externos, ante R$ 35,3 bilhões devidos ao final de 2024.
A redução da dívida foi de 1,5% em termos nominais, ou seja, sem correção monetária do valor vigente em dezembro de 2024.
Entre os fatores que contribuíram para que a dívida fosse reduzida, mesmo com as recentes contratações de novas operações de crédito pelo governo baiano, estão as constantes amortizações dos valores devidos, incluindo compromissos assumidos por sucessivos governos com instituições financeiras nacionais e internacionais.
Precatórios
Em 2025, exemplificou o secretário, o Estado honrou um total de R$ 1,96 bilhão apenas com precatórios, que constituem débitos resultantes de decisões judiciais.
Com este resultado, a Bahia manteve o endividamento em baixo patamar de acordo com parâmetro técnico estabelecido pela LRF: a relação entre a dívida consolidada líquida (DCL) e a receita corrente líquida (RCL) encerrou 2025 em 36%, ante os 37% registrados no ano anterior, ambos resultados muito abaixo do limite permitido pela lei, que é de 200%.
Enquanto a dívida baiana equivale a cerca de um terço da receita, a situação é bem diferente entre os grandes estados brasileiros, são eles:
- O Rio de Janeiro tem o pior endividamento, que alcança 217% da receita;
- Rio Grande do Sul (174%);
- Minas Gerais (167%);
- São Paulo (124%).
Fonte: A Tarde





