A Bahia pode receber cerca de R$ 30 bilhões em investimentos no setor de energias renováveis até 2030. A projeção foi apresentada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, durante entrevista ao jornal Correio, ao destacar o potencial baiano para liderar a transição energética no Brasil.
Segundo o dirigente, a Bahia reúne vantagens estratégicas para atrair novos empreendimentos ligados à energia limpa, como grande incidência solar, ventos constantes e disponibilidade territorial para expansão de parques eólicos e usinas fotovoltaicas. O estado também vem ampliando projetos ligados ao hidrogênio verde, biometano e combustíveis sustentáveis.
A expectativa da FIEB é que os investimentos impulsionem não apenas a geração de energia, mas também a instalação de novas indústrias e atividades de alto consumo energético, como data centers, polos industriais e cadeias produtivas ligadas à descarbonização da economia.
De acordo com Carlos Henrique Passos, a agenda industrial da Bahia para os próximos anos será baseada em inovação, sustentabilidade e modernização produtiva. Entre as prioridades estão melhorias em logística, infraestrutura energética, qualificação profissional e fortalecimento do ambiente de negócios.
A aprovação do Programa Estadual de Transição Energética (Protener), sancionado pelo Governo da Bahia, é vista pela FIEB como um marco importante para ampliar a segurança jurídica e estimular novos projetos no setor de energia renovável. A legislação prevê incentivos à inovação tecnológica, formação de mão de obra especializada e atração de investimentos em fontes de baixo carbono.
Atualmente, a Bahia já ocupa posição de destaque nacional na geração de energia eólica e solar. O estado concentra centenas de usinas em operação e segue entre os líderes brasileiros em capacidade instalada de fontes renováveis.
Apesar do cenário promissor, especialistas apontam que o avanço do setor ainda depende da ampliação da infraestrutura de transmissão elétrica. A limitação das linhas de transmissão tem sido considerada um dos principais gargalos para acelerar novos investimentos em geração renovável no Nordeste.