O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, rechaçou nesta terça-feira (15), em entrevista ao blog, que pedirá demissão do cargo, como defendem interlocutores políticos do governo Bolsonaro.

“Jamais farei isso. Tenho formação militar, a gente morre junto na batalha e não deixa a tropa sozinha. Agora, minha indicação é do presidente da República, com quem tenho uma relação de lealdade e de confiança”, afirmou.

Desde que a Petrobras reajustou o preço dos combustíveis, na semana passada, o presidente Bolsonaro passou a fazer críticas diárias à gestão e aos lucros da estatal –chegou a se referir à administração da petroleira como “Petrobras Futebol Clube”.

O presidente se queixa, também, de não ter sido avisado do reajuste, o que a Petrobras não pode fazer por questões legais e jurídicas.

Bolsonaro está insatisfeito com os reajustes por temer o desgaste em sua campanha eleitoral. No Planalto, como o blog publicou mais cedo, há uma torcida para que Bolsonaro troque Silva e Luna em abril, na reunião de conselho de administração da estatal, que vai eleger os novos integrantes do conselho.

Entre eles está Rodolfo Landim, que vai assumir a presidência do conselho de Administração. Nos bastidores do governo, há quem defenda o nome dele para assumir a Petrobras.

Pelo estatuto da Petrobras, o presidente da estatal pode ser destituído a qualquer momento.

Mas, para não sofrer desgastes junto ao mercado, o Planalto esperava que o presidente da estatal colocasse seu cargo à disposição. No entanto, no caso de Silva e Luna, se Bolsonaro quiser, terá de demiti-lo.

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