A Statkraft, maior produtora de energia renovável da Europa, inaugura novas usinas solares e baterias na cúpula climática COP30 em Belém. Os projetos híbridos utilizam alguns dos melhores recursos solares e eólicos do mundo no Brasil para reduzir as emissões e atender ao apelo da Cúpula por mais ações climáticas.
Na cúpula climática COP30 em Belém, o Ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Andreas Bjelland Eriksen, o Governador Jerônimo Rodrigues do Estado da Bahia e a CEO da Statkraft, Birgitte Ringstad Vartdal, inauguraram as usinas solares e híbridas Morro do Cruzeiro Solar (76 MWp) e Santa Eugênia Solar (198 MWp), localizadas no estado da Bahia.
A Statkraft também colocará em operação nos próximos meses a usina solar Serrita, de 69 MWp, em Pernambuco. O investimento total de 2,3 bilhões de coroas norueguesas (R$ 1,2 bilhão) adicionará 340 MWp de energia limpa ao sistema energético brasileiro, o que representa 5% da nova capacidade solar do Brasil em 2025.
As três usinas solares produzirão 789 GWh anualmente, mais do que a produção anual de energia solar na Noruega. Incluindo o parque eólico, a produção total é de 3.400 GWh anualmente. Estima-se que esses projetos evitem a emissão de 111.000 toneladas de CO2 por ano.
“Ao investir em soluções renováveis inovadoras e trabalhar em estreita colaboração com as comunidades locais, não estamos apenas apoiando a transição energética do Brasil, mas também contribuindo para as metas climáticas globais. Os projetos ajudam a eliminar gradualmente as fontes de energia fóssil e a fortalecer uma matriz energética mais robusta, diversificada e livre de emissões no Brasil — um país que já está entre os líderes mundiais em energias renováveis. Os projetos também apoiam o desenvolvimento no Nordeste do Brasil, uma região com necessidades significativas de crescimento e oportunidades”, afirma Fernando de Lapuerta, Vice-Presidente Executivo da área de negócios internacionais da Statkraft.
No cenário mais otimista dos Cenários de Transição Verde da Statkraft, o aquecimento global pode ser limitado a 1,9 graus, em linha com a meta de 2 graus do Acordo de Paris, mas não o suficiente para 1,5 grau. No entanto, se o progresso na transição energética não continuar em ritmo acelerado, o relatório prevê um aumento de temperatura em torno de 2,4 graus, com graves consequências para as pessoas e o planeta.
“A COP30 em Belém marca um momento crucial para a ação climática global. Nossos cenários mostram que ainda é possível atingir a meta de 2 graus do Acordo de Paris, mas isso exige um ritmo significativamente mais rápido de redução de emissões do que vemos hoje. A energia solar, em combinação com baterias e energia eólica, é a maneira mais rápida e barata de reduzir as emissões e garantir uma transição justa”, afirma Lapuerta.
Com a adição dessas usinas, o portfólio total da Statkraft Brasil chegará a 2,3 GW. Os projetos combinam energia solar, eólica e armazenamento em baterias para enfrentar os desafios da produção variável e garantir um fornecimento de energia estável, demonstrando como a tecnologia pode acelerar a transição energética.
Fonte: PV Magazine Brasil
