A definição do reajuste do piso salarial nacional dos professores para 2026 ainda não foi anunciada pelo Ministério da Educação (MEC), o que tem gerado incerteza entre docentes, sindicatos e gestores públicos em todo o país.
Tradicionalmente divulgado no fim de dezembro, o percentual ainda não foi oficializado neste início de janeiro. A indefinição impacta diretamente os professores da educação básica e as administrações estaduais e municipais, que dependem do índice para o planejamento salarial e a elaboração dos orçamentos do próximo ano.
Segundo o MEC, o percentual de reajuste segue em discussão. Em nota, a pasta informou que a decisão foi adiada para janeiro como parte de um processo de cautela técnica.
De acordo com o ministério, a definição do índice depende da consolidação de indicadores econômicos, em um contexto de inflação relevante e crescimento moderado da economia.
O reajuste do piso salarial é aplicado tradicionalmente em janeiro e tem como base o valor anual mínimo por aluno dos anos iniciais do ensino fundamental urbano. Esse cálculo está vinculado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), principal mecanismo de financiamento da educação básica no país, o que faz com que os percentuais variem de um ano para outro.
A metodologia de cálculo, criada em 2008, passou a ser questionada após a reformulação do Fundeb, em vigor desde 2021.
