O Banco Central revisou para cima a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026. De acordo com o Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira (25), o Produto Interno Bruto (PIB) deve avançar 2% no próximo ano, acima da estimativa anterior de 1,6%.
A revisão foi influenciada pelo desempenho mais forte do que o esperado da economia no início do ano, com destaque para os setores da agropecuária, indústria, serviços e extração mineral. O resultado também reflete o aumento das estimativas para a demanda interna, impulsionada pelo consumo das famílias e pelos investimentos.
Segundo o Banco Central, o dinamismo da atividade econômica tem relação com estímulos fiscais e creditícios, além de uma melhora no cenário produtivo em diferentes segmentos. No entanto, a autoridade monetária mantém alertas sobre fatores que podem limitar o crescimento, como o nível ainda elevado da taxa de juros e as incertezas do ambiente externo.
O relatório também aponta que o cenário internacional segue como um ponto de atenção, especialmente devido a tensões geopolíticas e seus impactos sobre preços de commodities e cadeias globais de produção. Esses fatores podem influenciar tanto a inflação quanto o ritmo de expansão da economia brasileira ao longo de 2026.
Além do PIB, o Banco Central revisou outras projeções macroeconômicas, incluindo estimativas para inflação, crédito e contas externas, indicando um cenário de crescimento moderado, porém sujeito a volatilidade.
A nova projeção reforça a expectativa de continuidade da recuperação econômica, ainda que em ritmo desigual entre os setores e com desafios para a sustentação do crescimento no médio prazo.
