A Cargill, o Instituto Biosistêmico (IBS) e a Cooperativa dos Produtores de Leite do Oeste da Bahia (Cooperleite) firmaram uma parceria para fortalecer a cadeia produtiva do leite em Barreiras e na região Oeste da Bahia. O acordo terá duração de um ano e prevê assistência técnica, capacitação e acompanhamento dos produtores cooperados.
A iniciativa busca elevar a eficiência das propriedades rurais e melhorar indicadores produtivos, econômicos e ambientais, com ações voltadas à gestão e às boas práticas agropecuárias.
Fundada em 2008, a Cooperleite reúne aproximadamente 500 produtores rurais e movimenta cerca de 600 mil litros de leite por mês, o que demonstra a relevância da cooperativa para a atividade pecuária do Oeste baiano.
Assistência técnica e capacitação
Entre as ações previstas estão atendimentos técnicos individualizados, cursos e workshops sobre gestão, produção, sustentabilidade e inovação no campo.
O projeto será estruturado em cinco áreas principais: gestão reprodutiva, sanitária, nutricional, zootécnica e financeira. Também está prevista a adoção de boas práticas agropecuárias nas propriedades participantes.
Os produtores serão acompanhados por meio da plataforma CheckMilk, desenvolvida pelo IBS. A ferramenta permite realizar diagnósticos digitais, monitorar indicadores das propriedades e auxiliar as equipes técnicas no acompanhamento contínuo das fazendas.
Fortalecimento da cadeia leiteira
Para as instituições envolvidas, a parceria pretende contribuir para o aumento da produtividade, melhoria da qualidade do leite e maior sustentabilidade da atividade.
A iniciativa também busca ampliar a competitividade e a resiliência dos produtores, especialmente diante dos desafios relacionados aos custos de produção, gestão das propriedades e necessidade de adoção de tecnologias no campo.
A atuação conjunta de uma multinacional do setor, uma instituição especializada em assistência técnica e uma cooperativa regional cria uma estrutura de acompanhamento que pode contribuir para a profissionalização da produção leiteira no Oeste da Bahia.
Com a vigência inicial de 12 meses, o projeto deverá gerar dados e resultados que poderão servir de base para avaliar a evolução dos produtores participantes e definir futuras ações de desenvolvimento da cadeia leiteira regional.