A decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica de acionar a bandeira tarifária amarela em maio deve ter impacto direto no bolso dos brasileiros e também nos índices de inflação.
A mudança indica aumento no custo da energia elétrica, com cobrança extra nas contas de luz após meses sob bandeira verde. O cenário foi influenciado pela redução das chuvas e pela transição para o período seco, o que diminui a geração hidrelétrica e exige o uso de fontes mais caras, como as termelétricas.
Segundo análise divulgada pela CNN Brasil, a elevação inesperada da bandeira deve pressionar a inflação já no curto prazo, afetando principalmente famílias de menor renda, que têm maior peso da energia no orçamento doméstico.
A energia elétrica representa cerca de 4% do cálculo do índice oficial de inflação, o que torna qualquer reajuste relevante para o resultado geral. Além disso, há expectativa de novos aumentos ao longo do ano, inclusive com possibilidade de bandeiras mais caras nos próximos meses, caso o cenário hídrico não melhore.
Especialistas alertam que o impacto não deve se limitar a maio, podendo se estender para junho e além, ampliando a pressão sobre preços e dificultando o controle inflacionário no país.





