Representantes da indústria e de outros setores produtivos defenderam que a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal seja adiada para depois das eleições de 2026. O pedido foi apresentado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), durante reunião realizada em Brasília.

Entre os participantes do encontro estavam lideranças empresariais da indústria, comércio, bares e restaurantes, agricultura e serviços. O grupo argumenta que a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados avança de forma acelerada e precisa de um debate mais amplo sobre seus impactos na economia, no mercado de trabalho e na competitividade das empresas.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que a tramitação da proposta na Câmara ocorreu de maneira precipitada e que o tema merece uma análise mais aprofundada, levando em consideração as particularidades de cada setor produtivo.

A PEC aprovada pelos deputados prevê o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial. Pelo texto, a carga horária passaria inicialmente para 42 horas e, após um período de transição, chegaria ao limite de 40 horas semanais.

Enquanto o governo federal trabalha para acelerar a tramitação da proposta no Senado, entidades empresariais têm articulado alternativas. Parte do setor produtivo apoia modelos mais flexíveis de contratação e jornada, defendendo que eventuais mudanças sejam negociadas por categoria e implementadas de forma gradual.

Nos bastidores do Congresso Nacional, cresce a avaliação de que a matéria pode não ser votada antes das eleições. A proposta está no Senado desde o fim de maio e ainda aguarda definição sobre o rito de tramitação e a indicação de relator.

O tema segue dividindo opiniões entre representantes dos trabalhadores e do setor empresarial. Enquanto sindicatos defendem a redução da jornada como forma de melhorar a qualidade de vida e gerar empregos, empresários alertam para possíveis impactos nos custos operacionais, especialmente para pequenas e médias empresas.

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