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Dívida do Brasil é 2ª que mais sobe no G20, aponta levantamento

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O Brasil deverá encerrar 2026 com a segunda maior elevação da dívida pública entre os países do G20, de acordo com um levantamento baseado em projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Caso as estimativas se confirmem, a dívida bruta brasileira passará de 83,9% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2022, para 96,5% do PIB ao fim deste ano, um aumento de 12,6 pontos percentuais. Apenas a China deverá registrar crescimento maior no mesmo período.

O estudo compara a evolução da dívida pública das principais economias do mundo e mostra que, entre os integrantes do G20, o Brasil aparece entre os países com maior ritmo de expansão do endividamento. No ranking global elaborado com base nas projeções do FMI, o país ocupa a 19ª posição entre as economias que mais elevaram sua dívida desde 2023.

Especialistas destacam que o aumento da dívida pública está relacionado a fatores como déficits fiscais, pagamento de juros, expansão dos gastos públicos e necessidade de financiamento do governo. O indicador é acompanhado de perto por investidores e agências de classificação de risco por servir como um dos parâmetros da sustentabilidade das contas públicas.

Apesar do avanço do endividamento, analistas ressaltam que a capacidade de pagamento de um país depende não apenas do tamanho da dívida, mas também do ritmo de crescimento da economia, da arrecadação de impostos, do controle das despesas e da confiança dos mercados.

Dados recentes do Banco Central mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral já atingiu 81,1% do PIB, o maior patamar registrado em cinco anos, refletindo o impacto dos juros elevados e do resultado das contas públicas.

As projeções reforçam a importância do equilíbrio fiscal nos próximos anos. Para economistas, medidas que favoreçam o crescimento econômico, o controle dos gastos e o aumento da eficiência da gestão pública serão determinantes para estabilizar a trajetória da dívida e preservar a confiança dos investidores.

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